cartaz de jantar solidário comemorativo do 15º aniversário da Associação de Protecção Animal Patas Errantes

A associação de protecção animal Patas Errantes festeja o 15º aniversário, com jantar solidário dia 30 de Junho, pelas 20h, no Restaurante D. Pedro Guedes, na Terrugem, concelho de Sintra. A reserva faz-se através do email, info@errantes.org até dia 28.

Paderna é uma cadela bem educada à procura de família.

Quem é a Patas Errantes

O caminho até ao portão da Patas Errantes é de um verde brilhante pleno arvoredo, que se estende sobre um pequeno ribeiro. Inúmeros pássaros celebram a vida, cantarolando despreocupados… Afinal são livres, nunca vão ter donos, nem ser abandonados, como os cães, que estão para lá do enorme portão cinzento, que nos separa, do que nasceram na rua ou já tiveram donos…

Flot

Dalila

Tocamos um sininho e esperamos que alguém nos venha abrir o portão…Aparece a Fiorella, uma jovem amantes dos animais, de galochas, que desempenha a dura tarefa de tratadora.

Um cão abandonado que vive na Associação patas Errantes cumprimenta a sua tratadoraPaderna cumprimenta Fiorella, a tratadora.

É o dia de aniversário da Patas Errantes, que celebra 15 anos, com mais de 2000 cães recolhidos, durante esse período e uma média de 120 adopções anuais.

Hoje, os 63 cães residentes, consomem mensalmente, cerca de uma tonelada de ração, num espaço de cinco mil metros, onde estão seguros e bem tratados.

Niebla, Paderna e Violino atrás

O residente mais velho é o Nanu! Tem 17 anos. Está lá desde o início, há 15 anos… Nanu vivia no estado selvagem e foi capturado juntamente com a mãe e os irmãos. Eram uma das matilhas de cães selvagens, que deambulava, pelo Linhó, em Sintra, na época.

Nanu está na Patas Errantes desde a sua fundação.

A Patas Errantes é uma associação de protecção animal, sem fins lucrativos, que depende da boa vontade alheia. Nasceu há quinze anos com muitas aventuras, inúmeros desafios e grandes dificuldades, que serão contadas em livro.

As duas fundadoras Lourdes Lopes e Isabel Santini já resgatavam cães abandonados há muito tempo. Como não se identificavam com o tipo de protecção normal, da instituição onde eram voluntárias, partiram para uma “aventura louca”, onde todos os cães teriam o seu percurso com igualdade de oportunidades, independentemente da razão, que os levou à estrada…

Lourdes Lopes, fundadora e presidente da Associação Patas Errantes.

Na Patas Errantes, o cão não é catalogado como perigoso, nem condenado a viver isolado o resto da vida, sem qualquer perspectiva de adopção, como explicou Lourdes Lopes, a presidente da associação.

A todos os cães são dadas as mesmas oportunidades, através de um percurso de recuperação física e psicológica, seguida de reinserção social, até atingirem o nível de Apto, e aí finalmente serem encaminhados para adopção.

Violino é uma cão de porte grande, um pouco tímido.

A prioridade de resgate é dada a animal em risco, como cadelas grávidas ou ninhadas, cachorros e ainda cães vítimas de maus tratos ou negligência.

Lourdes Lopes, a presidente da Patas Errantes aponta como principais causas de abandono a falta de compromisso e de princípios sociais, que considera transversal a toda sociedade, não se balizando nem pela cultura, nem pela capacidade financeira.

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